Idade Média

 O período da Idade Média foi tradicionalmente delimitado com ênfase em eventos políticos. Nesses termos, ele teria se iniciado com a desintegração do Império Romano do Ocidente, no século V (476 d. C.), e terminado com o fim do Império Romano do Oriente, com a Queda de Constantinopla, no século XV (1453 d.C.).

 ·        A Sociedade medieval  
Clero (padres, bispos, papa), Nobres (reis, condes, duques, cavaleiros), Servos (camponeses)

·        A vida dos servos
Obrigações (impostos e taxas):
- talha, corvéia, banalidades, tostão de Pedro 

·        Os Cavaleiros medievais
Eram : corajosos, justos, honestos e guerreiros 

·        O poder da Igreja Católica  
- poder econômico, político e cultural
- o teocentrismo ( explicação religiosa para todas as coisas) 
- dificultou o avanço da ciência

·        Excluídos e Perseguidos na Idade Média  
- Bruxas eram perseguidas, torturadas e queimadas
- Leprosos eram isolados nas florestas    

 Feudalismo

O feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis). Tem suas origens na decadência do Império Romano. Sociedade.

A sociedade feudal era composta por três estamentos (três grupos sociais com status fixo): o Lord, a vassalos e camponeses e os Vassalos. Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social (a Igreja foi uma forma de promoção, de mobilidade).

O clero tinha como função oficial rezar. Na prática, exercia grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação entre a religião e a política era desconhecido. Mantinham a ordem da sociedade evitando, por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas, revoltas e contratações camponesas.

A nobreza (também chamados de senhores feudais) principal função guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O Rei lhes cedia terras e estes lhe juravam ajuda militar (relações de suserania e vassalagem).

Os servos da gleba constituíam a maior parte da população camponesa, eles eram presos à terra e sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à nobreza e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de proteção militar.

Embora geralmente se considere que a vida dos camponeses fosse miserável, a palavra "escravo" seria imprópria. Para receberem direito à moradia nas terras de seus senhores, assim como entre nobres e reis, juravam-lhe fidelidade e trabalho.

Os Vassalos oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.

Tributos e impostos da época

 As principais obrigações dos servos consistiam em:

·        Corvéia: trabalho compulsório nas terras do senhor em alguns dias da semana;

·        Talha: Parte da produção do servo deveria ser entregue ao nobre

·        Banalidade: tributo cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do feudo, como o moinho, o forno, o celeiro, as pontes;

·        Capitação: imposto pago por cada membro da família (por cabeça);

·        Tostão de Pedro ou dízimo: 10% da produção do servo era pago à Igreja, utilizado para a manutenção da capela local;

·        Censo: tributo que os vilões (pessoas livres, vila) deviam pagar, em dinheiro, para a nobreza;

·        Taxa de Justiça: os servos e os vilões deviam pagar para serem julgados no tribunal do nobre;

·        Formariage: quando o nobre resolvia se casar , todo servo era obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento, era também válida para quando um parente do nobre iria casar.

·        Mão Morta: Era o pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil, em caso do falecimento do pai da família.

·        Albermagem: Obrigaçao do servo em hospedar o senhor feudal

  As Cruzadas

          As cruzadas foram tropas ocidentais enviadas à Palestina para recuperarem a liberdade de acesso dos cristãos à Jerusalém. A guerra pela Terra Santa, que durou do século XI ao XIV, foi iniciada logo após o domínio dos turcos sobre os mulçumanos. Após domínio da região, os turcos passaram impedir ferozmente a peregrinação dos europeus, através da captura e do assassinato, de muitos peregrinos que visitavam o local unicamente pela fé.

 Organização 

            Em 1095, Urbano II, em oposição a este impedimento, convocou um grande número de fiéis para lutarem pela causa. Muitos camponeses foram a combate pela promessa de que receberiam reconhecimento espiritual e recompensas da Igreja; contudo, esta primeira batalha fracassou e muitos perderam suas vidas em combate. 

Após isso, outro exército ocidental, comandado pelos franceses, invadiu o oriente para lutar pela mesma causa. Seus soldados usavam, como emblema, o sinal da cruz costurado sobre seus uniformes de batalha. Sob liderança de Godofredo de Bulhão, estes guerreiros massacraram os turcos durante o combate e tomaram Jerusalém, permitindo novamente livre para acesso aos peregrinos. 

Outros confrontos deste tipo ocorreram, porém, somente a sexta edição (1228-1229) ocorreu de forma pacífica. As demais serviram somente para prejudicar o relacionamento religioso entre ocidente e oriente. A relação dos dois continentes ficava cada vez mais desgastada devido à violência e a ambição desenfreada que havia tomado conta dos cruzados, e, sobre isso, o clero católico nada podia fazer para controlar a situação. 

Embora não tenham sido bem sucedidas, a ponto de até crianças terem feito parte e morrido por este tipo de luta, estes combates atraíram grandes reis como Ricardo I, também chamado de Ricardo Coração de Leão, e Luís IX. Elas proporcionaram também o renascimento do comércio na Europa. Muitos cavaleiros, ao retornarem do Oriente, saqueavam cidades e montavam pequenas feiras nas rotas comerciais. Houve, portanto, um importante reaquecimento da economia no Ocidente. Estes guerreiros inseriram também novos conhecimentos, originários do Oriente, na Europa, através da influente sabedoria dos sarracenos.

Guerra dos Cem Anos

A expressão Guerra dos Cem Anos identifica uma série de conflitos armados, registrados de forma intermitente, durante o século XIV e o século XV (1337-1453, de acordo com as datas convencionais), envolvendo a França e a Inglaterra. A longa duração desse conflito explica-se pelo grande poderio dos ingleses de um lado e a obstinada resistência francesa do outro. Ela foi a primeira grande guerra européia que provocou profundas transformações na vida econômica, social e política da Europa Ocidental. A França foi apoiada pela Escócia, Boêmia, Castela e Papado de Avignon. A Inglaterra teve por aliados os flamengos e alemães.

A questão dinástica que desencadeou a chamada Guerra dos Cem Anos ultrapassou o caráter feudal das rivalidades político-militares da Idade Média e marcou o teor dos futuros confrontos entre as grandes monarquias européias.

 Conseqüências

Os conflitos deixaram um saldo de milhares de mortos em ambos os lados, e uma devastação sem precedentes nos territórios e na produção agrícola francesa. No plano político e social, a Guerra dos Cem Anos contribuiu para a Dinastia de Valois, apoiada pela burguesia, fortalecer o poder real francês, abrindo caminho para o chamado absolutismo, por vários motivos:

·        Liquidou com as pretensões inglesas sobre territórios na França;

·        Os feudos do rei inglês, na França, passaram para o domínio da coroa francesa;

·        O longo período de guerras enfraqueceu bastante a nobreza francesa, porque, à medida que os nobres morriam, seus feudos iam passando para o domínio do rei, debilitando o sistema feudal.

·        Construção de uma identidade nacional entre os franceses;

·        Tornou possível a criação de algumas instituições de governo centralizadas.

·        No plano das relações internacionais da Europa no período, o conflito se liga ainda a outros episódios como a Guerra Civil de Castela, os confrontos na Sicília entre a França e o reino de Aragão e mesmo o chamado Papado de Avignon.

·        Poderá, enfim, dizer-se que a Guerra dos Cem Anos marca o final da Idade Média e anuncia a Época Moderna.

 

 Monarquias Absolutistas

             Podemos definir o absolutismo como um sistema político e administrativo que prevaleceu nos países da Europa, na época do Antigo Regime (séculos XV ao XVIII ).

            No final da Idade Média (séculos XIV e XV), ocorreu uma forte centralização política nas mãos dos reis. A burguesia comercial ajudou muito neste processo, pois interessa a ela um governo forte e capaz de organizar a sociedade. Portanto, a burguesia forneceu apoio político e financeiro aos reis, que em troca, criaram um sistema administrativo eficiente, unificando moedas e impostos e melhorando a segurança dentro de seus reinos.

Nesta época, o rei concentrava praticamente todos os poderes. Criava leis sem autorização ou aprovação política da sociedade. Criava impostos, taxas e obrigações de acordo com seus interesses econômicos. Agia em assuntos religiosos, chegando, até mesmo, a controlar o clero em algumas regiões.

Todos os luxos e gastos da corte eram mantidos pelos impostos e taxas pagos, principalmente, pela população mais pobre. Esta tinha pouco poder político para exigir ou negociar. Os reis usavam a força e a violência de seus exércitos para reprimir, prender ou até mesmo matar qualquer pessoa que fosse contrária aos interesses ou leis definidas pelos monarcas.

Em uma monarquia absoluta, o monarca governa como um autocrata, com poder absoluto sobre o Estado e governo – por exemplo, o direito para governar por decreto, promulgar leis, e impor punições. Monarquias absolutas não são necessariamente autoritárias; os absolutistas esclarecidos do Iluminismo eram monarcas que permitiam diversas liberdades.

O absolutismo moderno começou a se desenvolver com o nascimento dos Estados-nação no século XVI, a fim de estabilizar o poder real em reação ao feudalismo. Com o declínio da feudalidade, o poder é centralizado nas mãos dos soberanos. Estes dirigentes são apoiados por uma crescente classe média, ou burguesia, que se beneficia de um governo central forte, capaz de manter a ordem e criar um clima propício para o florescimento do comércio.

 Exemplos de alguns reis deste período :

Henrique VIII - Dinastia Tudor : governou a Inglaterra no século XVII

Elizabeth I - Dinastia Stuart - rainha da Inglaterra no século XVII

Luis XIV - Dinastia dos Bourbons - conhecido como Rei Sol - governou a França entre 1643 e 1715.

Fernando e Isabel - governaram a Espanha no século XVI.

 Teóricos do Absolutismo

          Muitos filósofos desta época desenvolveram teorias e chegaram até mesmo a escrever livros defendendo o poder dos monarcas europeus. Abaixo alguns exemplos:

·        Jacques Bossuet : para este filósofo francês o rei era o representante de Deus na Terra. Portanto, todos deveriam obedecê-lo sem contestar suas atitudes. 

·        Nicolau Maquiavel : Escreveu um livro, " O Príncipe",  onde defendia o poder dos reis. De acordo com as idéias deste livro, o governante poderia fazer qualquer coisa em seu território para conseguir a ordem. De acordo com o pensador, o rei poderia usar até mesmo a violência para atingir seus objetivos. É deste teórico a famosa frase : " Os fins justificam os meios."

·        Thomas Hobbes : Este pensador inglês, autor do livro " O Leviatã ", defendia a idéia de que o rei salvou a civilização da barbárie e, portanto, através de um contrato social, a população deveria ceder ao Estado todos os poderes.

 Mercantilismo: a prática econômica do absolutismo

Podemos definir o mercantilismo como sendo a política econômica adotada na Europa durante o Antigo Regime. Como já dissemos, o governo absolutista interferia muito na economia dos países. O objetivo principal destes governos era alcançar o máximo possível de desenvolvimento econômico, através do acúmulo de riquezas.

Quanto maior a quantidade de riquezas dentro de um rei, maior seria seu prestígio, poder e respeito internacional. Podemos citar como principais características do sistema econômico mercantilista: Metalismo, Industrialização, Protecionismo Alfandegário, Pacto Colonial, Balança Comercial Favorável.

 Luís XIV ( 1643/1715 ) O Rei SOL

 Conhecido como "Rei-Sol", foi o maior monarca absolutista da França, e reinou de 1643 a 1715. A ele é atribuída a famosa frase: "L'État c'est moi" (O Estado sou eu), apesar de grande parte dos historiadores achar que isso é apenas um mito. Construiu o Palácio dos Inválidos e o luxuoso palácio de Versalhes em Versalhes, perto de Paris, onde faleceu em 1715.

O exemplo máximo do absolutismo francês, denominado o "rei-sol". Organizou a administração do reino para melhor controle de todos os assuntos. Governava através de decretos e submeteu a nobreza feudal e a burguesia mercantil.

Levou ao extremo a idéia do absolutismo de direito divino.
Um dos principais nomes de seu governo foi o ministro Colbert, responsável pelas finanças e dos assuntos econômicos.

A partir de seu reinado a França inicia uma crise financeira, em razão das sucessivas guerras empreendidas por Luís XIV. A crise será acentuada com o Édito de Fontainebleau, decreto real que revogou o Édito de Nantes. Com isto, muitos protestantes abandonam a França, contribuindo para uma diminuição na arrecadação de impostos.

 Idade Moderna

A Idade Moderna é um período específico da História do Ocidente. Destaca-se das demais por ter sido um período de transição por excelência. Tradicionalmente aceita-se o início estabelecido pelos historiadores franceses, 1453 quando ocorreu a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos, e o término com a Revolução Francesa, em 1789.

                                                    Descobrimento da América

       Os vikings descobriram a América mil anos antes de Colombo. Hoje, alguns manuais de história já admitem o fato como verdadeiro. Entretanto, as pesquisas vão ainda mais longe: antes dos vikings, os celtas (galeses, irlandeses e bretões) também teriam visitado o "novo mundo".

Colombo era apenas o representante de uma nova mentalidade, que precisava de propaganda para se impor. Antes dele, porém, até o Vaticano já tinha enviado expedições para cobrar o dízimo dos vikings convertidos ao cristianismo, que residiam na Groenlândia.

A história oficial, gravada no mármore das universidades, continua a afirmar: Cristóvão Colombo descobriu a América em 1492. Colombo entrou a serviço da rainha Isabel de Castela com a intenção de abrir um novo itinerário marítimo para a Índia. Partiu de Palos no dia 3 de agosto de 1492, em meio a uma grande festa popular, e deparou em outubro com um obstáculo que barrava seu caminho: um continente desconhecido. De fato, durante essa primeira viagem, abordou somente São Salvador, Cuba e Haiti. Só desembarcou no continente em sua terceira expedição de 1498, que seria a penúltima.

Nos últimos quinhentos anos, contudo, surgiram alguns elementos inesperados que não podiam ser incluídos na tese colombiana aceita tradicionalmente. Somente alguns vestígios, por vezes imperceptíveis, se desprendem do passado; o significado deles surge pouco a pouco graças ao estudo de alguns pesquisadores. A preguiça incita muitas vezes a repelir na sombra o que havia permanecido muito tempo nela: as certezas não gostam de ser abaladas. Pelo fato de importunar a história oficial, os indícios que afetavam a reputação da gloriosa epopéia colombiana foram classificados sob a rubrica do que Darwin denominava "os fatos malditos". O número deles cresceu a ponto de explodir o caldeirão.

 Renascimento

 Renascimento (ou Renascença) é um termo usado para indicar o período da história do mundo ocidental aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII. O Renascimento começou na Itália, com o desenvolvimento das cidades e do comércio.

As cidades italianas abrigavam nobres senhores, como os Lourenço de Médici, da cidade de Firenze; os Gonzaga, da cidade de Mantova; os Sforza, da cidade de Nápoles, e tantos outros nobres senhores que, gozando de prosperidade econômica, resolveram financiar e proteger artistas, cientistas e literatos. Esses protetores de artistas eram chamados mecenas.

Dentro da concepção humanista, o hedonismo (do grego hēdonē que significa prazer) é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer individual e imediato o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, na época pós-socrática, e um dos maiores defensores da doutrina foi Aristipo de Cirene. O hedonismo moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas. Na perspectiva do Renascimento, isso envolveu a revalorização da cultura clássica antiga e sua filosofia e uma compreensão fortemente antropocentrista e racionalista do mundo, com o homem e seu raciocínio lógico e sua ciência como árbitros da vida manifesta.

  Transformações na Religião

 "O que foi a Reforma Religiosa?

            No século XVI a Europa foi abalada por uma série de movimentos religiosos que contestavam abertamente os dogmas da igreja católica e a autoridade do papa. Estes movimentos, conhecidos genericamente como Reforma, foram sem dúvida de cunho religioso. No entanto, estavam ocorrendo ao mesmo tempo que as mudanças na economia européia, juntamente com a ascensão da burguesia.

Por isso, algumas correntes do movimento reformista se adequavam às necessidades religiosas da burguesia, ao valorizar o homem “empreendedor” e ao justificar a busca do “lucro”, sempre condenado pela igreja católica.

 

Os fatores que desencadearam a Reforma.

 

           Uma das causas importantes da Reforma foi o humanismo evangelista, crítico da Igreja da época. A Igreja havia se afastado muito de suas origens e de seus ensinamentos, como pobreza, simplicidade, sofrimento. No século XVI, o catolicismo era uma religião de pompa, luxo e ociosidade. Surgiram críticas em livros como o Elogio da Loucura (1509), de Erasmo de Rotterdam, que se transformaram na base para que Martinho Lutero efetivasse o rompimento com a igreja católica.

 

CONTEXTO HISTÓRICO
- Abusos da Igreja Católica : luxos e gastos / desrespeito às regras / venda de Indulgências / despreparo dos padres

Igreja Católica condenava os lucros e a riqueza à descontentamento da burguesia
- Interferência na política dos reis

Martinho Lutero à contra a venda de perdão /
criticou a Igreja católica
à criou a Igreja Luterana
à condenava o comércio
à teve o apoio de reis e príncipes

João Calvino
- Criou o Calvinismo
- Predestinação
- aprovava o lucro e a riqueza através do trabalho
- apoio dos comerciantes

A Contra-Reforma Católica

-         - O Concilio de Trento
 Decisões para combater o avanço protestante:

-         - Tribunal da Inquisição: combate aos "infiéis"
- Index de Livros Proibidos
 Companhia de Jesus à jesuítas para divulgar e espalhar a religião católica

        A Contra-Reforma católica tentou frear a expansão da Reforma Protestante. O Papa Paulo III incentivou os sacerdotes católicos a se dedicar mais aos deveres espirituais e convocou uma comissão para criar as bases da Reforma Católica. Esse trabalho foi continuado pelo Papa Paulo IV, o primeiro reformador ativo. Com Pio V, foi publicada uma nova versão do catecismo.

 Guerra dos 30 anos

           A Guerra dos Trinta Anos foi o principal conflito religioso e político do século XVII, que ocorreu devido à rivalidade entre a França e o Sacro Império. A guerra tomou grandes proporções e envolveu quase todo o território europeu, exceto a Inglaterra e a Rússia.

Teve início em 1618, na cidade de Praga pertencente ao vizinho Império Austro-Húngaro que era governado pelos católicos Habsburgos. Os Habsburgos pretendiam unificar seu império com o Sacro Império a fim de impor o catolicismo na região, esse foi o motivo da guerra. Os protestantes do Sacro Império se organizaram na Liga Evangélica a fim de realizar manifestações e em contrapartida os católicos se organizaram na Liga Sagrada. O conflito entre as ligas aconteceu exclusivamente em território do Sacro Império, o que causou grandes prejuízos materiais e milhares de mortos em batalha.

A França ao perceber o crescimento do Império Austro-Húngaro conquistando o Sacro Império, se aliou aos protestantes e levou consigo os países nórdicos. Apesar de serem católicos (a intenção não era religiosa e sim política) os franceses se aliaram aos protestantes, que dominavam a Holanda, e declararam guerra a Espanha, aliada dos Habsburgos. A Espanha, em resposta à guerra, ocupou o sul da França ao mesmo tempo em que essa invadia o Império Germânico.

Em 1640, houve revoltas internas no território espanhol fazendo com que este se fragilizasse e enfraquecesse. Em 1648, após uma invasão em Viena, os Habsburgos foram obrigados a negociar o final da guerra dando origem ao Tratado de Westfália.

O Tratado de Westfália diminuiu o Sacro Império dando à Suécia a posse das desembocaduras dos rios norte-germânicos, reconheceu a independência da Holanda, liberou o culto católico, luterano e calvinista, confiscou as terras da Igreja e realizou várias outras modificações no cenário europeu, em 1648, findou-se a Guerra dos Trinta Anos.